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Última Atualização ( 21 de novembro de 2014 )
“O povo unido não precisa de partido!” PDF Imprimir E-mail

 


Aos berros essa foi a palavra de ordem que ecoou como uma bomba na noite do dia 17/06/2013 durante o MPL(Movimento Passe Livre). A negação pela partidarização dentro de um movimento popular organizado em redes sociais demonstra o fracasso não só das instituições políticas, como também do modelo democrático representativo. Por que é tão difícil entender que o povo não precisa de partidos, de lideres, representantes e mesmo assim ser politizado? 

Todos se perguntam e agora? Sem partidos, sem lideres, sem grandes ideologias, após a conquista da redução tarifária, qual será o destino dessa massa revoltosa?

Isso não importa. O que realmente merece nossa atenção é a criação desse olhar crítico para os anos que vivemos em uma estrutura decadente e fracassada, acreditando em um modelo democrático que não comporta, nem se propõe comportar, as diversas reivindicações populares. O que desse movimento é importante são as criações desse corpo que produz a cultura do protesto, que reflete sem intermediações sua condição pública.

Assim sendo, daqui a 20 anos, após passarmos pelo bônus demográfico, quando a crise baterá em nossa porta aos solavancos, o povo estará treinado, crítico, interessado. As portas do comércio serão fechadas pois o patrão irá para as ruas com os empregados. Estamos começando a engatinhar na construção de um país que no futuro, lá longe, saberá o quão importante é ter um cidadão político.

 

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Última Atualização ( 21 de novembro de 2014 )
ACERCADACANA PDF Imprimir E-mail

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Última Atualização ( 19 de dezembro de 2012 )
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Para Helênicos PDF Imprimir E-mail

A vida é assim.

Mudam as prioridades, trocam-se as amizades.

Hora interessa, outra te desconheço em vultos.

Por vezes negociamos, sempre nos rejeitamos.

Somos diplomáticos, ira verborrágica.

A vida é assim.

Me interessa, cuspo fora.

Me nutri, enquanto me destrói.

Eu amo, eu sou vômito.

A vida foi assim.

Somos amigos, não te vejo mais.

Somos amantes, não te escuto mais.

Somos parceiros, nunca lhe descrevi suas costas.

A vida foi assim.

Não seguro o peso das suas costas, eu te dou náuseas.

Se te devo trocados, me cobra com pedras.

Se te esqueço e mudo meu nome, sou parto ardido.

Retroceder Helena, retroceder e regurgitar.

Transborda sobre o cadáver putrefato em chamas o lúmen da cissiparidade.

Em si, dê significação ao espectro que ronda as cidades.

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Crise intelectual no país emergente PDF Imprimir E-mail

Minha sensação é que as pessoas não pensam por si só. O ato de construir um pensamento crítico está sempre mediado por intermédios do conhecimentos científicos, conhecimento popular, vulgo senso comum, ou pela magnífica e sugestiva mídia jornalesca.

Pessoas morrem no trânsito. Foi para o trânsito sabendo que era perigoso. Andou pela Av. Paulista de bicicleta e foi atropelada por um ônibus, também, lá não tem espaço para ciclista. Se no trânsito existe uma hierarquia, onde o ônibus coage o carro, que coage a moto, que coage a bicicleta, que coage o pedestre, o problema está exposto na estrutura. Aos domingos e feriados o Elevado Costa e Silva, vulgo “Minhocão” provoca uma nova experiência onde pedestres e ciclistas compartilham o espaço público. Nessa estrutura não há conflito, então o problema está na inclusão dos automóveis e toda a lógica neo-liberal que esta sociedade do automóvel acarreta.

Se o Brasil está em crise, produz automóveis, aumenta a produção de peças, reduz imposto, a Petrobras investe milhões em tecnologia para combustível, gera-se empregos, este cenário é histórico, desde de Getúlio Vargas até nosso presidente metalúrgico. O modelo é simples: compra-se parlamentares através de lob, doações para campanhas eleitorais, estes só legislam em detrimento de seus interesses, as montadoras estrangeiras corrompem o Estado brasileiro com uma enxurrada de veículos poluidores, por que em seus países de origem este modelo econômico é ultrapassado. Serve para países com mentalidade de “sub-desenvolvidos”.

Os europeus tem autobans, sistema de trens unificados e metrôs que funcionam, são amplas linhas que cobrem centros e periferias, possuem políticas pública que incentiva bicicletas, ciclovias, pagam para quem não utiliza carro, os investimentos não param e as exportações também não.

Enquanto isso no Brasil o discurso é de país emergente, democrático, liberal. Sempre o país do futuro. Somos o reflexo, distorcido do espelhamento com as sociedades desenvolvidas. Queremos ser o que eles são, sem seguir os mesmos modelos, sem repensar nossa condição e nossa diferenciação. Somos uma tentativa, nada mais do que um projeto de país com ideais de grandeza e mentalidade de submissos.

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